sexta-feira, 23 de março de 2007

II EME - Etapa São Paulo - Sábado, 24 de março

Construir uma prática feminista dentro e fora das universidades, combater o machismo, aprofundar a organização e potencializar a luta da mulheres estudantes - com base nesta luta que o II Encontro de Mulheres Estudantes da UNE será realizado.

Aqui em São Paulo, em nossa etapa estadual preparatória, com a presença de estudantes de universidades públicas e privadas, de diferentes realidades e acúmulos de debate sobre o tema, o desafio que nos é colocado é o de enraizar a organização das mulheres em coletivos feministas nas universidades de nosso Estado.

Isto porque somente com um forte movimento de mulheres é possível construir a força necessária para combater o machismo em todas as esferas da sociedade. E, em aliança com outros movimentos sociais fortalecer o posicionamento de que para mudar o mundo de verdade, é preciso construir igualdade entre homens e mulheres, e que isso só poderá ser dado em um outro mundo.

Mulheres em Movimento Mudam o Mundo!


Programação

9:00h
- Abertura - mística
Painel: Por que as mulheres lutam?
Tatiana Cibele - Diretora de Mulheres da UNE
Tatau Godinho - Marcha Mundial das Mulheres
Mariana Takahashi - DCE Unicamp

12h30
- Almoço no local

14h
- Grupos de Discussão Temáticos:
  • Universidade
  • Movimento Estudantil
  • Mercantilizaçã o e mídia
  • Sexualidade
  • Combate ao racismo
  • Trabalho
  • Violência contra as mulheres
  • Aborto
17h30 - Socialização dos debates nos grupos

19h - Encerramento e atividades culturais.
Local: Faculdade de Saúde Pública da USP - Avenida Dr Arnaldo, 715 Pinheiros - Metrô Clínicas - São Paulo - SP

Participe!!!


Envie um e-mail para informaemesp@ yahoo.com. br com seunome, curso, faculdade, telefone e se você participa de alguma entidade, movimento, grupo de estudos...

Participam dessa construção:
DCE USP
DCE Unicamp
Centro Acadêmico Arte em Movimento (Dança Anhembi Morumbi)
Apoio:
Centro Acadêmico Paulo Freire (Pedagogia USP)
Centro Acadêmico Emílio Ribas (Nutrição USP)
Centro Acadêmico XI de Agosto (Direito USP)
UNE

quinta-feira, 8 de março de 2007

Mais de 20 mil marcham por igualdade, autonomia e liberdade



Em protesto que parou a Avenida Paulista (SP), feministas se uniram a estudantes e movimentos sociais para dizer não a todas as formas de opressão. Ao lado do combate à violência, “Fora Bush!” foi uma das bandeiras principais do ato.

SÃO PAULO – Sempre no dia 8 de março, as mulheres brasileiras ocupam as ruas do país com suas bandeiras de luta. As manifestações articulam diversos temas, como a mercantilização do corpo e da vida das mulheres; o combate à violência; a luta pela legalização do aborto; pela valorização do salário mínimo. Todos os anos, o objetivo é sensibilizar a população e os demais movimentos organizados que nenhuma sociedade será justa e democrática se não eliminar a opressão de gênero.

Este ano, no entanto, a ocasião para demonstrar a amplitude da luta das mulheres não poderia ser melhor: a coincidência com a visita de George W. Bush ao país levou milhares de feministas a dizer não ao imperialismo estadunidense, à política neoliberal defendida pelo governo americano e à dominação dos povos. Em São Paulo, pelo menos 20 mil pessoas se reuniram na manifestação que tomou conta da Avenida Paulista. Com o lema “Feministas em luta para mudar o mundo: por igualdade, autonomia e liberdade”, e vindas de diversas cidades do interior do estado, as mulheres caminharam sob um calor intenso, com bandeiras e flores em punho.

“O 8 de Março é um dia de luta para as mulheres há mais de uma década. É fortemente anti- neoliberal, anticapitalista, com uma visão bastante crítica da globalização. A vinda de Bush para o Brasil só reforçou este posicionamento de mais de 10 anos, e vários movimentos se somaram nesta luta”, conta Jacira Mello, presidente do Instituto Patrícia Galvão. “Apesar de parte dos movimentos terem proposto uma fusão dos atos, achamos importante manter o 8 de Março como uma mobilização das mulheres. No final, foi um diálogo frutífero, porque permitiu um maior entendimento da amplitude da luta das mulheres”, acredita.

Durante o protesto, as mulheres brasileiras prestaram solidariedade a todas as que são vítimas das guerras patrocinadas e apoiadas pelo governo Bush. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em todo o mundo, as ameaças e ataques, o risco de ficarem no meio de confrontações violentas e a perda de estruturas e serviços vitais levam milhares de mulheres a deixarem suas casas em áreas convulsionadas por conflitos armados. Muitas vezes, elas se vêem assumindo novas funções, tornando-se responsáveis pela família sem ter o apoio familiar e da comunidade. Além da luta pela sobrevivência, enfrentam o risco de expor sua saúde, se sujeitarem a violências sexuais e outras formas de agressão.

“Por isso somos solidárias às mulheres do Haiti, do Iraque, da Palestina, a todas aquelas que sofrem opressões. No Brasil, nosso povo também sofre a ação do imperialismo, que é o irmão mais velho do machismo. Por isso lutamos contra a guerra, queremos um outro mundo”, disse Sonia Leite, do Fórum de Mulheres Negras de São Paulo.

Do alto do carro de som, as MCs Meire e Lidsoul – Simeire Domingues e Lidiane Reis, respectivamente – cantaram um rap pela paz e contra a opressão das mulheres. Elas vieram de São José dos Campos, no interior do estado, somente para participar do ato. Para ambas, o hip hop é sinônimo de uma liberdade de expressão que as mulheres precisam reivindicar para conquistar a verdadeira igualdade.

“Se a gente se calar, não vamos nunca conseguir combater a opressão. Pro isso é preciso dizer às mulheres para irem às delegacias, cobrar que se puna quem bate nas mulheres”, disse MC Lidsoul. “A união das mulheres contra todas as formas de violência não deveria acontecer só no 8 de Março, uma vez ao ano. Todos os dias tem mulheres sendo espancadas. O hip-hop é uma forma de denunciar isso”, completou Meire MC.

Mulheres contra o agronegócio
Depois de realizarem uma série de ações pelo país nesta quarta-feira (7), as mulheres da Via Campesina também marcaram presença no ato na Avenida Paulista. Carregando bandeiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pedaços de cana, elas protestaram contra o agronegócio e a cooperação bilateral que os presidentes Bush e Lula negociarão nesta sexta acerca do aumento da produção do etanol.

“Historicamente, a cana sempre serviu para a manutenção do colonialismo no Brasil. Isso acontece mais uma vez agora. Por isso, ontem ocupamos uma das maiores usinas de cana do país. Tarefa cumprida, em nome das mulheres em defesa da vida e contra o agronegócio”, afirmou Rejiane de Lima, do MST-SP, numa alusão à campanha da Via Campesina.

Já em Pernambuco, depois de um ato na Associação de Avicultores (AVIC) contra a liberação do milho transgênico, as mulheres da Via Campesina foram vítimas da violência policial. Elas seguiam em passeata na Avenida Caxanguá, no Recife, quando homens do movimento, que ajudavam na organização da marcha, foram agredidos pela polícia. Três deles foram presos. Os militantes mobilizaram-se para controlar a agressão e manter a calma, mas não houve resultado. Diversas mulheres ficaram feridas.

Na avaliação da organização Terra da Direitos, as mulheres pernambucanas continuam sendo desrespeitadas e agredidas. “Enquanto o governo divulga campanha para acabar com a violência contra a mulher, de outro lado a polícia espanca manifestantes”, afirmou em nota a entidade. No início de fevereiro, o governador Eduardo Campos junto à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, assinou termo de adesão ao Plano Nacional de Políticas para Mulheres, prevendo o enfrentamento à violência contra a mulher. Pernambuco é um dos estados que mais tem registro de violência à mulher.

“Por isso não podemos deixar de lado a luta cotidiana das mulheres. Unir bandeiras no 8 de Março é fundamental, mas depois o Bush vai embora e as mulheres continuam a serem espancadas. Acredito que a manifestação de hoje mostrou que é possível caminhar juntos”, avalia Nilza Iraci, do Geledés Instituto da Mulher Negra.

“Não vamos derrotar o conservadorismo, o imperalismo e a direita se não acabarmos com a violência contra a mulher. É uma questão que tem a ver com a estruturação deste sistema, que é capitalista e patriarcal”, concluiu Miram Nobre, da Marcha Mundial das Mulheres.

Encontros Estaduais

Seguem as datas e locais de onde serão realizados encontros estaduais preparatórios:

09/12/2006 - Caxias/RS (já realizado)

16/03/2007 - Rio de Janeiro/RJ (Escola de Serviço Social UFRJ)

20 e 21/03/2007 - Belém/PA

22/03 - Palmas/TO

24/03 - São Paulo/SP

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Programação

Dia 05 de abril

16h – Credenciamento

18h – Mesa de abertura (1)

Mulheres em Movimento Mudam o Mundo

20h – Jantar

21h – Atividade Cultural


Dia 06 de abril

8h – Café da Manhã

9h – Mesa de Debate (2)

Universidade: as mulheres têm o que dizer

12h – Almoço

14h – Grupos de Trabalho

17h – Atividades auto-gestionadas

e exposição de trabalhos acadêmicos

19:30h – Jantar

21h - Atividade Cultural


Dia 07 de abril

8h – Café da Manhã

9h – Mesa de Debate (3)

Mulher e Poder

11h - Grupos de Trabalho

12:30h – Almoço

14:30h – Atividades auto-gestionadas

16:30h – Encerramento e lançamento da

Campanha por Creches nas Universidades



Como funcionará cada espaço:

· Grupos de Trabalho (GT): Após as mesas, haverá um espaço próprio para aprofundar a discussão das estudantes acerca dos temas debatidos.

· Atividades auto-gestionadas: Espaço aberto aos grupos organizados de estudantes para que proponham atividades de acordo com sua área de atuação, tendo, portanto, um caráter bastante diversificado e plural.

· Atividades Culturais: serão promovidas atividades artísticas, culturais e de lazer, como exibição de filmes e apresentações musicais e/ou teatrais produzidas pelas próprias estudantes, que tenham afinidade com o tema do encontro.

· Exposição de Trabalhos Acadêmicos: espaço para que as estudantes que realizam pesquisa ou possuem alguma produção teórica que se relacione com o tema proposto possam apresentar seus trabalhos.


sábado, 17 de fevereiro de 2007

Apresentação


Em 2005, foi realizado o I Encontro de Mulheres da UNE, que teve como objetivo ampliar o debate para um número maior de militantes do ME e estimular a auto-organização das mulheres nas universidades, elaborando um olhar feminista sobre a mesma.

A reedição do Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, em 2007, atende a necessidade de qualificar o debate da questão de gênero dentro da universidade – um espaço estratégico para o país, de produção e reprodução de idéias, portanto, formador de opinião. O tema definido é "Mulheres em Movimento Mudam o Mundo".

A metodologia do encontro foge aos formatos tradicionais de eventos e fóruns do movimento estudantil, afim de observar as especificidades existentes em nossa pauta e atingir os objetivos elencados acima. As atividades possuem como premissa a socialização e de diálogo entre as participantes, por meio de oficinas, GDs e atividades auto-gestionadas, atribuindo às mesas de debate o papel de subsidiar as reflexões e discussões que se colocarão nos espaços citados anteriormente coletiva.

Vale destacar de que não se trata de um encontro deliberativo, haja vista que não se constitui em um fórum da entidade onde as disputas possam se expressar em votações divergentes, pois não há eleição - direta ou indireta - de delegadas ou qualquer outra forma de representação, pelo contrário, a participação é aberta, bastando para tal que a inscrição seja efetuada no prazo a ser divulgado pela organização do encontro de forma gratuita. O encontro é dirigido às mulheres estudantes, sendo a participação masculina restrita às mesas de debate.

Neste espaço disponibilizaremos informações sobre programação, prazos para inscrição de atividades, encontros estaduais, dentre outros.